João Miramar já esteve por aqui antes, num certo março de 2007. Oswald de Andrade, com o seu crackar, verbo deveras irregular, também... assim como uma certa poesia que batizei de miramar, que de tantas terminações em ar, - a rima mais pobre da nossa língua portuguesa, se bem que para mim pobreza ou riqueza é questão de know-how,- teve o dom peculiar de deixar certos leitores sem ar... sensação que se aproximava da busca do combustível essencial que impele a seguir em frente, sempre com mais urgência quando a realidade vigente, cambaleante, começa a se desfacelar e se inicia o caminhar à beira do não-sonhar. E hoje aqui retornam todos, nesse incerto setembro de 2008...
Dentre muitos dos sonhos americanos, talvez o mais caro seja o ter casa para morar... oxalá possam os primos do sul também desse sonho compartilhar, livres dos efeitos não só do crackar*, mas principalmente do crackear...
Memórias Sentimentais de João Miramar
Eu empobreço de repente
Tu enriqueces por minha causa
Ele azula para o sertão
Nós entramos em concordata
Vós protestais por preferência
Eles escafedem a massa
Sê pirata
Sede trouxas
Abrindo o pala
Pessoal sarado.
Oxalá eu tivesse sabido que esse verbo era irregular.
(verbo crackar inventado por Oswald de Andrade, baseado no crack da Bolsa de Nova York em 1929, que nesse setembro de 2008 retorna às luzes da ribalta...)
fontes: www.wikedia.com e http://www.lumiarte.com/luardeoutono/oswald/index.html.
terça-feira, setembro 30, 2008
segunda-feira, setembro 29, 2008
Alçando, vôo
Alçando eu vôo-
A sabedoria é livre,
Com você me vou!
Tida em alguns lugares como sinal de mau agouro, para os gregos a coruja representava a sabedoria. De hábitos mais noturnos que diurnos, a coruja vive só, em casal ou com outras da mesma espécie, mas não convive bem com outros pássaros, devido ao instinto de sobrevivência. Uma das características da ave é manter, em geral, a constância do acasalamento, cuja côrte se dá com o oferecimento, pelo macho, de uma caça à fêma que, se aceita, tem o dom de formalizar a união.
Ainda em 2008, nesse Brasil varonil, vôo tem acento... a partir de 2009, esse vôo será arcaico, pois passará a voar sem chapéu, de cabelos ao vento, em consonância com as novas regras ortográficas da língua...
Marcadores:
Coruja alçando vôo - pela minha lente Nikon
domingo, setembro 28, 2008
Pinha Pinheiro
Pia o sabiá...
Minha terra tem Pinheiro!
Gralha'o meu piá...
Piá, expressão largamente utilizada no Paraná para designar moleque, menino, guri, que provém do vocábulo "piau" = pequeno, na língua tupi-guarani.
O Pinheiro, árvore nativa da minha terra Paraná, deu o nome da capital Curitiba, que em tupi-guarani significa terra de muito pinhão. As árvores, sabiam as gentes nos tempos do Brasil colonial, eram plantadas pelas gralhas azuis, hoje em extinção, que escondiam as pinhas na terra, para garantir o alimento no inverno... entretanto, as aves azuis nem sempre achavam o local onde haviam colocado a guarnição, contribuindo, assim, sobremaneira para compor a paisagem tão tipicamente local.
Marcadores:
Pinheiros no Paraná - pela minha lente Nikon
Assinar:
Postagens (Atom)

