quinta-feira, maio 25, 2006

Bitchology


BITCHOLOGY

No dia 4 de julho de 2005 recebi de uma querida amiga, a Dê, um email. O texto é em inglês e prefi publicá-lo hoje aqui sem tradução da língua materna em que recebi a msg. Isso para preservar certas nuances que uma tradução não alcança.

When I stand up for myself and my beliefs, they call me a bitch.

When I stand up for those I love, they call me a bitch.

When I speak my mind, think my own thoughts or do things my own way,
they call me a bitch.

Being a bitch means I won't compromise what's in my heart. It means I
live my life MY way. It means I won't allow anyone to step on me.

When I refuse to tolerate injustice and speak against it, I am defined
as a bitch.

The same thing happens when I take time for myself instead of being
everyone's maid, or when I act a little selfish.

It means I have the courage and strength to allow myself to be who I
truly am and won't become anyone else's idea of what they think I "should"
be.

I am outspoken, opinionated and determined. I want what I want and
there is nothing wrong with that!

So try to stomp on me, try to douse my inner flame, try to squash
every ounce of beauty I hold within me. You won't succeed.

And if that makes me a bitch, so be it. I embrace the title and am
proud to bear it.




B = Babe
I = In
T = Total
C = Control of
H = Herself

B = Beautiful
I = Intelligent
T = Talented
C = Charming
H = Hell of a Woman

B = Beautiful
I = Individual
T = That
C = Can
H = Handle anything


* Foto tirada no RJ, Baile Funk, Fundição Progresso, Verão de 1997?! Depois confiro se essa fotinho é tãooo antiga assim!


II - Ô Juquinha...

O Juca é um antigo amigo, que conheci dentre inúmeras braçadas, por anos a fio... de fio a pavio! Haja fôlego, Juca, pois já pensou se a palavra "aja-já" cai em desuso?! Af, Maria, Ave, Ave!!

Como sempre, registro aqui, publicamente, o meu eterno amor por você, caríssimo amigo! Pois há amigos que, mesmo longe dos olhos e do contato trivial ou mesmo virtual, nos surpreendem a cada dia, comungando as nossas idéias de todos os santos dias!



[ ]'s Juca

Rumorejando
Pequenas constatações, na falta de maiores

José Zokner (Juca) [27/05/2006]



Constatação I

Desfila,

Na passarela,

Com graciosidade,

Vestida com cetim

De cor carmesim

A linda manequim.

Os chamados

Marmanjos,

Os barbados,

Sentados

Desde a primeira

Até a última

Fila,

A despem

Com olhares cobiçosos,

Sonhando

Com arranjos

Para jantarem,

Se possível,

E de modo indefectível,

Se acostarem

Com ela.

Coitados!

As senhoras,

Cheias de nove horas,

De qualquer idade,

Da penúltima

À décima terceira,

Com olhares invejosos,

Ar de extasiadas,

Ficam imaginando

Que se vestem

E ficam iguais,

Tais e quais

À feminilidade,

A leveza,

A beleza

Dela.

Coitadas!

Constatação II

Deu na mídia: “O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, anunciou uma campanha de seu governo contra o comportamento anti-social, prometendo duras multas para pessoas que tornem a vida de seus vizinhos um inferno, e aos que incomodam os demais com ruídos insuportáveis”. Data vênia, como diriam nossos juristas, porém Rumorejando acha que os bons exemplos devem ser adotados por todos os países, inclusive o nosso, onde não se respeita nada, em geral e, por exemplo, a Lei do Silêncio, em particular.

Constatação III

Ainda que foneticamente soe absolutamente igual, não se pode confundir ascender com acender, muito embora o que se vê de gente ascender por aí, com más intenções, faz a gente acender a ira o que, cá entre nós, não leva a nada, porque entra governo, sai governo e tudo fica na mesma. Exceto, claro, para quem ascender com as retro mencionadas más intenções. A recíproca, dependendo do caso, pode ser verdadeira. Por exemplo, o cidadão, antes de sair, ascender para o segundo pavimento a fim de acender a luz do pátio para mostrar ou dar a impressão que tem gente em casa ou algo assim.

Constatação IV (Coisas, fatos e desculpas da idade provecta).

E como disse o sexagenário, quase septuagenário, pra gatona: “Não posso aceder ao teu gentil convite para ir com você pro motel porque o dever me chama. O dever de ir para casa dormir, se não perco a hora e me dá insônia”.

Constatação V

Não se pode confundir destaque com desataque, muito embora quem preconize um desataque, nesse mundo violento, jamais ficará em destaque, já que aquele, o desataque, nos dias de hoje, praticamente já não existe, pois a violência, que a população tem sofrido, ficou banalizada. A recíproca é, em muitos casos, verdadeira, basta ver, por exemplo, uma gata sair em trajes sumários na rua, ou sem os mesmos para ver o destaque que ela virá a ter. O desataque, certamente, em tal caso, não virá dos moralistas e, muito menos, se ela, a gata, estiver numa praia onde se pratica o naturismo.

Constatação VI (Quadrinha pra ser declamada em festa infantil).

Montei no meu cavalinho de brinquedo

Pra me balançar pra cá e pra lá.

De um coice, não fiquei com medo:

Ele é bonzinho como o meu gato angorá.

Constatação VII

Rico sugere; pobre se intromete.

Constatação VIII

Rico vive em mansão suntuosa; pobre, em choupana despojada.

Constatação IX

Rico leva a fama; pobre, a pecha.

quinta-feira, maio 18, 2006

O ar rarefeito das montanhas influencia a mente de uma forma necessariamente alucinógena?

Sem maiores explicações para o inexplicável, hoje, 19.5.2006, com a devida atualização sobre o tema.


Mas antes, o que deve nos guiar o entendimento: "Nós que ficamos, rogamos para que os nossos corações, repletos de amor e fé, possam nos confortar e nos acalmar. E assim dizer olá aos nossos amigos, amores e familiares que nos antecederam no percurso."







Alpinista brasileiro morre no Monte Everest

Vitor Negrete alcançou topo da montanha mais alta do mundo sem oxigênio. Ele morreu na descida
O alpinista brasileiro Vitor Negrete faleceu nesta sexta-feira após escalar o Monte Everest, no Nepal. Vitor conseguiu atingir a face norte do ponto mais alto do planeta, com 8.860m, sem o auxílio de oxigênio.


O corpo de Vitor foi encontrado na trilha de descida, a aproximadamente 8.300m de altura, por outros alpinistas. O companheiro de Vitor na escalada, Rodrigo Raineri, não estava em boas condições físicas e não tentou o ataque ao cume.

A expedição dos brasileiros entrentou problemas nos últimos dias. O inglês David Sharp, que fazia parte do grupo, morreu na montanha na terça-feira. O malaio Ravi Chandran teve congelamento dos dedos das mãos e desceu para receber atendimento médico.

- Todos estes acontecimentos me abalaram muito e pensei seriamente em desistir e descer. Mas o Ravi disse-me para fazer cume por eles - disse Negrete na terça-feira.

Na quarta-feira, Negrete decidiu subir, dispensando o apoio do guia local e sem o auxílio de oxigênio.

- Estou subindo totalmente só. Prometo que tomarei muito cuidado - disse Negrete.

Globo Online


**********************************************************************************


Hoje (18.5.2006) reproduzo aqui, infelizmente ainda sem as fotos, uma reportagem sobre um incidente que atravessou a vida de muitos. E, felizmente graças à ações de graça, poderá sempre ensinar a muitos.


Em breve prometo trazer aqui fotos digníssimas e respeitabilíssimas ao que há de mais belo em nós, acessível a todos aqueles que já conseguiram desvelar o reflexo dessa beleza dispersa nessa toda natureza que nos cerca.

Enjoy, por hora, apenas em palavras. Logo logo virão as imagens, que dizem muito mais do que quaisquer palavras.

Aviso prévio: as imagens possuem forte conteúdo alucinógeno, razão pela qual recomenda-se não serem visualisadas por menores de 18 anos e por todos os que são veemente contra substâncias de qualquer natureza que tenham esse condão de modificar a realidade, colorindo e alucinando sobremaneira o jeito a que estamos acostumados a ver a vida como a gente sempre achou que ela é.

Se quiserem arriscar, acessem então. Mas não digam que eu, como mui amiga, não avisei :))

http://picasaweb.google.com/dalinho1


Bacci :))



Recordar sempre, e como dizia nosso ja saudoso Renato Russo, "..é tão estranho os bons morrem jovens."

Tragédia anunciada (11/02/98)
Alpinistas brasileiros desafiam conselhos e adversidades e morrem em avalanche nos Andes
Roberta Paixão, de Puente del Inca


A última foto: Ronaldo, Alexandre, Mozart, Dálio e Othon posam ao pé do Aconcágua

Faltavam poucos minutos para as 8 horas da noite de terça-feira, o sol ainda brilhava forte sobre a Cordilheira dos Andes, quando o rádio VHF do montanhista paranaense Dálio Zippin Neto, 30 anos, começou a emitir ruídos. Deitado dentro de uma barraca cravada sobre uma plataforma de gelo, a 4.000 metros nas encostas do Monte Aconcágua, na fronteira da Argentina com o Chile, Dalio estremeceu ao atender ao chamado. "Por favor, alguém nos ajude, houve um acidente grave", gritava do outro lado Othon Leonardos, um brasiliense de 23 anos. "O Mozart morreu! O Mozart morreu!", repetia. "O Alexandre está lá embaixo!"

Naquele momento, Othon estava pendurado sobre um abismo, seguro apenas por uma corda que lhe estraçalhava os músculos da perna. Abaixo dele, dois outros montanhistas os cariocas Mozart Catão e Alexandre Oliveira estavam mortos. Os três foram colhidos por uma avalanche de pedras e gelo quando tentavam alcançar o cume do Aconcágua, a montanha mais alta da América do Sul, com 6.959 metros. Quando o acidente aconteceu, Othon, Mozart e Alexandre estavam a 6.150 metros, a apenas 800 metros de seu objetivo. Dálio e outro integrante da expedição, o também paranaense Ronaldo Frazen Júnior, tinham ficado no acampamento-base, a 6 quilômetros de distância, e se salvaram.

Quando a avalanche aconteceu, Mozart e Alexandre foram arrastados montanha abaixo. Othon ficou pendurado por uma corda de 60 metros com o corpo virado para o paredão gelado. Nessa posição, conseguiu pegar o rádio na mochila e discar o número 142800, a freqüência do Parque Provincial do Aconcágua, na qual seus companheiros do acompamento-base estavam sintonizados. Suspenso sobre o abismo, com as pernas quebradas pelo impacto da corda na hora da avalanche, ele ainda conversou com Dálio e Ronaldo pelo rádio durante duas horas e meia. Depois morreu congelado. "Quando o rádio parou de fazer ruído, por volta das 22h30, percebi que não havia mais esperança", contou Dálio a VEJA no vilerajo argentino de Puente del Inca, situado na base do Aconcágua, na última sexta-feira. "Antes de morrer, ele me pediu para dizer ao pai e à mãe que os amava. Também pediu que tomássemos uma garrafa de vinho por ele. Depois ficou em silêncio."

Imprudência O que produziu a tragédia da semana passada nos Andes foi em boa parte resultado da imprudência. Os cinco brasileiros tinham ido aos Andes com a missão de escalar o Aconcágua pela chamada face sul. É um percurso considerado muito perigoso, não tanto pelo esforço exigido na escalada, mas pelos riscos que envolve. O trecho em que se encontravam os alpinistas é uma parede vertical de rocha e gelo açoitada por ventos fortíssimos. À noite, a temperatura cai para 30 graus negativos. O pior são as avalanches. Nesta época do ano, elas acontecem ao ritmo de dez por dia, o que torna qualquer tentativa de chegar ao topo um desafio extremamente arriscado.

Além do gosto puro e simples pela aventura, os brasileiros estavam no Aconcágua motivados pelo dinheiro do patrocínio. Mozart Catão, o chefe da expedição, tinha um contrato de 90.000 reais com a Petrobrás pelo qual se comprometia a divulgar o nome da empresa em todas as aparições em fotos e vídeos. Pelos termos do contrato, ele recebeu parte do dinheiro antes de partir. A outra receberia só na volta, com a condição de conseguir chegar ao topo da montanha. "Nós queremos retorno em mídia, se a expedição não vai para a frente nós cancelamos o contrato", diz Milton Costa Filho, coordenador de projetos internacionais da Petrobrás. "Quando chegamos a Mendoza, na Argentina, o Litos Sandres, um montanhista que já fez a face sul, recomendou que não fossemos", conta o sobrevivente Dálio. "Disse que seria uma roleta-russa. Mas o Mozart queria porque daria mais divulgação."

Rivalidade Dos três alpinistas mortos, Mozart era o mais experiente. Tinha sido o primeiro brasileiro a chegar ao topo do Monte Everest, a montanha mais alta da Terra, em 1995. A façanha foi realizada junto com o paranaense Waldemar Niclevicz, mas os dois brigaram logo depois de descer do Everest. Rivais desde então, estavam envolvidos numa corrida na qual cada um pretendia ser o primeiro brasileiro a escalar o ponto mais alto de cada um dos sete continentes. Waldemar havia completado o desafio em novembro do ano passado, ao escalar o Monte Carstenz, na Indonésia. Mozart, que não tinha conseguido autorização do governo indonésio para escalar o Carstenz também a única montanha que lhe faltava , decidiu dar o troco propondo ao seu patrocinador o projeto para se tornar o primeiro brasileiro a superar a face sul do Aconcágua. "O que matou Mozart foi a disputa que ele travava com o desafeto Waldemar Niclevicz", diz o empresário Oskar Metsavaht, amigo de Mozart.

Desde 1926, ano em que a estatística começou a ser feita, o Aconcágua já matou 85 montanhistas 79 homens e seis mulheres. Somente nesta temporada, que começou em novembro e vai até o fim de fevereiro, morreram oito. Entre as vítimas está o capitão do Exército brasileiro Vércio Yudi Fujihara, 37 anos. Ele desapareceu no início de janeiro, quando subia a Rota dos Polacos, na face leste. Fazia parte de uma equipe de três montanhistas. No meio da escalada, o mau tempo fez com que seus dois companheiros desistissem. Fujihara continuou sozinho e nunca mais foi visto. Nos últimos sete anos, a afluência de visitantes ao Aconcágua tem crescido cada vez mais. "O problema é que virou moda", reclama Pablo Perelló, chefe da guarda do parque onde está situada a montanha. "As agências de turismo vendem o monte como lugar de trekking. E ele não serve para isso." Das 2.800 pessoas que passaram por lá neste ano, apenas onze se aventuraram pelas escarpas da face sul. Entre elas estão os três brasileiros mortos na semana passada.


Foto: Divulgação Foto: Roberto Jayme
Mozart Catão, no Everest, e com Niclevicz, em Brasília: façanha e rivalidade

Corpos de alpinistas não serão resgatados
Companheiros de escalada deram depoimentos sobre o alpinista Waldemar Niclevicz
Ele foi o primeiro ...


O primeiro alpinista a chegar, oficialmente, ao cume do Aconcágua foi Matthias Zurbriggen, em 1897. Existem, no entanto, evidências arqueológicas de que suas trilhas eram freqüentadas por tribos indígenas da região, como os aimarás e os incas. Estes últimos deram à montanha o nome de Aconcahua, que em quíchua quer dizer sentinela branca. Existem três maneiras de atingir o cume da montanha: pelas faces oeste, leste e sul. As duas primeiras são as mais fáceis e numa delas praticamente não há escalada. Chega-se ao pico caminhando. A face sul é diferente. O trajeto alterna geleiras o ano inteiro, inclusive no verão, com trechos em rocha. "As técnicas e equipamentos para escalada em rocha e em neve são muito diferentes, e essa mistura torna a face sul muito complicada", diz o paulista Luiz Alberto Martinez, que há dez anos escalou o Aconcágua.

Tontura e vômito O maior perigo, no entanto, são as mudanças bruscas no clima. A montanha é continuamente varrida por ventos de mais de 200 quilômetros horários e, neste ano, em função do El Niño, as geleiras no topo estão muito instáveis, resultando em freqüentes avalanches. O paulista Luiz Makoto Ishibe, 37 anos, um dos mais experientes montanhistas brasileiros, conta que esteve na face sul do Aconcágua duas vezes, mas cancelou a subida por causa do mau tempo. Numa das ocasiões, esperou dez dias até que os ventos amainassem. "Não existe escalada com hora marcada", diz ele. "A montanha não tem horário. Se entrar mau tempo, não se enfrenta a montanha, simplesmente se espera." Antes da viagem dos cinco brasileiros à Argentina, Makoto conversou com Ronaldo Frazen, seu amigo, e aconselhou-o a não continuar a aventura se estivesse nevando. Ronaldo desistiu da subida e salvou-se. Waldemar Niclevicz também esteve duas vezes na face sul do Aconcágua e não chegou ao topo. As tentativas terminaram sempre debaixo de impressionantes tempestades de neve. "Para subir a face sul é preciso que o tempo esteja muito bom", diz Niclevicz. "Não pode haver nevasca nem sol forte."

Dálio e Ronaldo, os dois sobreviventes da tragédia, contam que desistiram de ir até o topo quatro dias antes porque não conseguiram se aclimatar à altitude. "Comecei a sentir tonturas e ânsia de vômito e percebi que não conseguiria ir até o fim", conta Dálio. No momento do acidente, Mozart, Alexandre e Othon estavam na Rampa Messner, um platô de gelo, onde montariam o acampamento para passar a noite e tentar vencer os 800 metros finais no dia seguinte. Ao ouvir o chamado de Othon pelo rádio, depois do acidente, Dálio e Ronaldo pediram ajuda à polícia da montanha. Foram informados de que, àquela hora da noite, não havia meios de levar nenhum socorro ao local. Sem alternativa, os dois ficaram tentando animar o companheiro pelo rádio. "Falamos para ele tentar pegar na mochila o saco de dormir e o bivaque, um isolante térmico", conta Ronaldo Frazen. "Ele pegou, mas não conseguiu colocá-lo e jogou a mochila fora." Com o cair da noite, por volta de 9 horas, o frio aumentou. Nesse momento, Othon relatou que já não sentia os pés e as pernas congeladas. "Depois ele foi ficando cada vez mais cansado e sua voz foi sumindo", contou Ronaldo na sexta-feira. "No dia seguinte, ainda dava para ver de binóculo dois pontos amarelos na montanha. Eram as roupas deles sobre o gelo."

Manobra fatal
A cada verão europeu, os Alpes transformam-se num parque de diversões mortal. Sessenta pessoas, em média, morrem a cada temporada escalando montanhas. A maioria dos acidentes é causada por imprudência dos montanhistas. Nada se compara, no entanto, à tragédia ocorrida na última terça-feira na estação de inverno de Cavalese, na província de Trento, norte da Itália. Em vôo rasante, um avião da Marinha americana se chocou com os cabos de aço que sustentavam o teleférico da estação, causando a morte de vinte turistas. O avião, um EA-6B Prowler, voava a apenas 90 metros do chão, desrespeitando as regras de segurança para vôos de treinamento, que estipulam altura mínima de 300 metros do solo naquela região. Os vinte mortos estavam na cabine do teleférico que os levava ao topo da montanha. Uma segunda cabine, que fazia a descida só com o condutor, ficou pendurada por uma hora até a chegada do helicóptero de resgate. O avião americano tinha decolado da Base Aérea de Aviano, localizada entre Veneza e Belluno, em missão de treinamento, levando o piloto e três técnicos. Depois do desastre, foi recolhido para um hangar da base de Aviano, onde está sendo vigiado por fuzileiros navais americanos e guardas italianos. Apesar do choque com os cabos de aço, o aparelho sofreu apenas pequenas avarias na parte superior da cauda, o que indica as manobras do piloto para cruzar a estrutura do teleférico por baixo.


Com reportagem de Altair Thury Filho,
do Rio de Janeiro, Franco Iacomini, de Curitiba,
e Maurício Cardoso, de São Paulo

Fotos que aparecem nesse post tiradas e publicadas por Dalio Zippin Neto.

A primeira e a terceira fotos foram tiradas quando do curso Wilderness First , em Tumalo State Park, Painted Hills, Smith Rocks, tudo isso na região do Central Oregon, Bend/Redmond e publicadas pelo autor em maio de 2006. O segundo click foi feito em Chalten 2, Patagônia, Argentina, fevereiro de 2006.

terça-feira, abril 04, 2006

Comunidade entre os Homens & Exército






Raspei cabelo,
Untei corpo,
Pintei cara.
FIGHT!*


E hoje, dia 24/05/2006, acrescento:

Parece que hoje
Vejo
como vi
A mim, desse jeito
como vi!
Mesmo d'olhos?
Dois, bem fechados!


Até onde isso vai chegar??? Foi assim que me chegou um texto, falando da violência urbana, que terminou dizendo assim: "Está na hora de fazermos valer as normas constitucionais relativas ao tempo de guerra. Estamos em guerra urbana. Mas os governos, teimosos ou ignorantes, insistem que tudo está em paz. Regras da paz são válidas em tempos de paz. Para tempos de guerra as leis são de guerra."

Sobre isso, por hora, apenas reproduzo um pouco de breves comentários sobre a mais que milenar sabedoria chinesa, trazida no conhecido 'Livro das Mutações', ou I CHING.




13ª HEXAGRAMA: TUNG JÊN/COMUNIDADE COM OS HOMENS

A imagem do trigrama superior, Ch'ien, é o céu; a do trigrama inferior, Li, é a chama. Por sua própria natureza o fogo arde em direção ao alto, rumo ao céu. Isso sugere a idéia de comunidade. Devido a seu caráter central, é a segunda linha que reúne à sua volta as cinco linhas fortes. Este hexagrama é o oposto do hexagrama 7, O EXÉRCITO.

Neste último (o exército), o perigo encontra-se no interior e a obediência no exterior, caracterizando um exército guerreiro que para manter-se unido necessita de um homem forte entre muitos fracos. Aqui (comunidade entre os homens) a clareza encontra-se no interior e a força no exterior, o que caracteriza uma pacífica união entre os homens, que para manter sua coesão necessita de uma pessoa suave entre muitas fortes.

Julgamento: A verdadeira comunidade entre os homens deve basear-se em interesses de caráter universal. Não são os propósitos particulares do indivíduo, mas os objetivos da humanidade que criam uma comunidade duradoura entre os homens. Por isso se diz que a comunidade com os homens em espaço aberto tem sucesso. Quando prevalece esse tipo de união, deve-se levar a cabo até mesmo tarefas difíceis e perigosas, como a travessia da grande água. Porém, para que se possa formar uma tal comunidade, é necessário um líder perseverante e lúcido que tenha metas claras, convincentes, que despertem o entusiasmo e que possua força para realizá-las (O trigrama inferior significa claridade, o exterior significa força).

Imagem: O céu se movimenta na mesma direção que o fogo e, no entanto, são diferentes um do outro. Assim como os corpos luminosos do céu servem para a articulação e divisão do tempo, a comunidade humana e todas as coisas que pertencem à mesma espécie devem ser estruturadas organicamente. A comunidade não deve ser um simples conglomerado de indivíduos ou coisas – isso seria um caos, e não uma comunidade -, mas para que a ordem se estabeleça é necessário que haja uma organização entre a diversidade de seres.

7º HEXAGRAMA: SHIH/O EXÉRCITO



Este hexagrama se compõe dos trigramas K’an, água, e K’un, terra. Simboliza, assim, a água subterrânea, acumulada debaixo da terra. Da mesma forma, uma força militar jaz acumulada num povo; invisível na paz, porém disponível a qualquer momento como fonte de poder. Os atributos dos dois trigramas básicos são: perigo no interior e obediência no exterior. Isso indica a natureza do exército, algo perigoso em seu interior e cuja manifestação externa exige disciplina e obediência.
A forte linha nove na segunda posição exerce o comando do hexagrama, tendo as demais linhas, todas maleáveis, como subordinadas. Essa linha representa um dirigente, pois encontra-se na posição central em um dos dois trigramas básicos. Entretnato, como isso ocorre no trigrama inferior e não no superior, ele simboliza não o governante mas o eficiente general que mantém o exército obediente através de sua autoridade.

Julgamento: O Exército necessita de perseverança e de um homem forte. Boa fortuna sem culpa.

O exército é uma massa que necessita de organização para tornar-se uma força de combate. Sem uma firme disciplina nada se pode alcançar. Porém tal disciplina não pode ser atingida através de meios violentos. Ela requer um homem forte que conquiste o coração do povo, despertando-lhe entusiasmo. Para que ele possa desenvolver suas habilidades, necessita da completa confiança de seu dirigente, o qual, por sua vez, deve-lhe conferir a responsabilidade total enquanto a guerra durar. Porém uma guerra é algo sempre perigoso, acarretando danos e devastação. Por isso não se deve deflagrá-la apressada e impensadamente, mas, como a um remédio venenoso, recorrer-lhe apenas em última instância. A causa justa, assim como o objetivo claro e compreensível da guerra, deve ser explicada ao povo por um líder experiente. Somente quando existem objetivos de guerra bem definidos, aos quais o povo possa aderir em plena consciência, surgem a unidade e a força de convicção que conduzem à vitória. Mas o líder deve cuidar para que a paixão da guerra e o delírio do triunfo não levem a injustiças que não teriam a aprovação de todos. Tendo como base a justiça e a perseverança, tudo irá bem.

Imagem: No meio da terra está a água: a imagem do EXÉRCITO. Assim o homem superior aumenta as massas através de sua generosidade para com o povo.

A água subterrânea jaz invisível dentro da terra. Assim também o poder militar de um povo está invisivelmente presente nas massas.
Quando o perigo ameaça, cada camponês torna-se um soldado; ao final da guerra, ele retoma ao seu arado. Aquele que se mostra magnânimo em relação ao povo conquista seu afeto e o povo que vive sob um governo generoso torna-se forte e poderoso. Só um povo economicamente forte pode ter relevância em termos de poderio militar. Deve-se, portanto, cultivar esse poder através do incentivo das condições econômicas do povo e de um regime político humanitário. Só se pode mover uma guerra vitoriosa quando existe entre o governo e o povo esta aliança invisível que faz com que o povo se sinta protegido pelo governo, assim como a água subterrânea é protegida pela terra.

43º Hexagrama: KUAI/Irromper (A determinação):

Julgamento: Ainda que um só homem inferior ocupe uma posição influente numa cidade, ele poderá oprimir os homens superiores. Ainda que uma só paixão subsista no coração, ela poderá obscurecer a razão. Paixão e razão não podem coexistir, portanto uma luta sem tréguas é necessária para que o bem prevaleça.** Num combate tenaz do bem contra o mal há, porém, regras precisas que devem ser respeitadas para que se possa alcançar o sucesso.

1) A determinação deve basear-se numa união da força com a amabilidade.
2) Não é possível um compromisso com o mal; ele deve ser abertamente desacreditado, sejam quais forem as circunstâncias. Nem se deve procurar encobrir suas próprias faltas e paixões.
3) A luta não deve ser conduzida diretamente através da violência. Quando o mal é denunciado e acusado, tendo a agir recorrendo às armas. Se lhe fazemos o favor de responder golpe por golpe, ao final sairemos perdendo, pois seremos envolvidos por ódio e paixão. Por isso é necessário começarmos por nós mesmos, evitando cometer os erros que censuramos. Não encontrando adversário, as armas do mal perdem naturalmente seu caráter cortante. Do mesmo modo não devemos combater diretamente nossos próprios defeitos. Enquanto insistirmos em desafiá-los, permanecerão sempre vitoriosos.
4) A melhor maneira de combater o mal é progredir com energia na direção do bem.

Imagem: O lago elevou-se aos céus: a imagem do IRROMPER. Assim o homem superior distribui riquezas para os que estão abaixo e evita acomodar-se à sua virtude.

Quando a água do lago elevou-se até os céus, há que se temer o desencadeamento de uma chuva torrencial. Tomando isso como uma advertência, o homem superior prevê a tempo um colapso violento. Aquele que acumulasse riquezas para si só, sem pensar nos outros, sofreria, certamente, um desastre. Pois a todo acumular se segue um ciclo de dispersão. Por isso o homem superior procura distribuir enquanto está recolhendo. Na formação do seu caráter, ele também evita se deixar enrijecer em atitudes obstinadas, procurando permanecer receptivo, graças a uma rigorosa e constante análise de si mesmo.

* Por mim mesma.

** Ressalva minha, quanto à minha aquiescência, por hora, quanto à frase.

*** Retirado do Livro das Mutações, I Ching, por Richard Wilhelm, Ed. Pensamento

**** Fotos tiradas por Dalio Zippin Neto, publicadas em 2006, retratando um rio localizado na Patagônia, Argentina.

quarta-feira, março 29, 2006

Ujayi pranayama, o melhor remédio para nó na garganta.

Hoje vou-me antecipar e correndinho vou aqui registrar:

UJAYI PRANAYAMA, para quem sente aquele nó na garganta, pela minha mestra MONSERRAT.

Disse-me a mestra, em seu chamado que transcende o ordinário, na acepção de ser apreendido por todos, e só por isso ainda excepcional (com maiores detalhes explicativos do dito, na oportuna atualização dessa introdução):

"Quando se forma o nó na garganta é porque todo o saber já está elaborado, mas ainda não consegue ser dito, verbalizado. Para isso, faça ujayi pranayama, a respiração que pode ser definida como a respiração da realização bem-sucedida, vitoriosa."

Faça, então, assim: imagine-se abrindo a boca frente a uma janela e, por meio de uma baforada, embaçando a janela com o seu hálito. Agora tente fazer a mesma coisa de boca fechada, inspirando e expirando tão-somente pelo nariz. Relaxe, para tanto, a garganta e a boca. E não desista enquanto não puder ouvir em alto e bom tom o som dessa respiração, saindo da garganta, como se você respirasse, efetivamente, por ela.

Essa respiração é uma das bases da prática ashtanga vinyasa-yoga, difundida por Patanjali. Na essência, uma das vertentes dentro do HATHA YOGA. Na modalidde ashtanga vinyasa-yoga, o ujayi é utilizado como uma das ferramentas para reter o fogo interno, associado aos chamados bandas. E, por isso, lhe são atribuídas, também, as características de euforia e purificação, vinda através de intenso suor, que é parte inerente dessa prática. Assim, recomendo, pessoalmente, o cuidado de ser essa respiração praticada nos momentos que antecedem ao sono.

Voltando à mestra Monserrat, simplesmente relaxe a cabeça, pendendo-a para frente. E pratique um pouquinho de ujayi pranayama, o melhor remédio para nó na garganta!

HARI OM!